top of page
Buscar

Diário do Litoral Norte - Parte 3

  • thiagopontoglio9
  • 4 de fev.
  • 3 min de leitura

Iniciando o que deve ser o último texto sobre essa experiência fotográfica na praia de Maresias e arredores, começo contando sobre uma manhã em que subi o drone para fazer algumas gravações e fotos do oceano.

O meu interesse nessas imagens com drones está muito relacionado às perspectivas que eles oferecem, pontos de vista que normalmente não temos acesso, por isso, acredito que as imagens mais interessantes com esses equipamentos são aquelas que estão com a câmera voltada totalmente para baixo, criando uma perspectiva plana da paisagem, e muitas vezes até abstrata, por quê não? Para exemplificar mostrarei a seguir uma foto feita na Praia Grande de Santos em 2024.




À princípio uma cena comum, apenas as ondas quebrando na praia. Contudo, juntando a perspectiva vertical do drone, o momento certo do disparo do obturador e a escolha pelo Preto & Branco, fizeram dessa a minha preferida até o momento, com o P&B realçando as linhas e texturas das ondas e criando essa imagem abstrata que atrai muito meu olhar. Odeio dar nomes às fotos, me sinto bobo, mas por motivos óbvios essa carrega Yin Yang no título.


Enfim, voltando àquela manhã na praia de Maresias, seguem as duas imagens que considerei as mais interessantes da sessão.
























Como são ricas as possibilidades que os drones nos oferecem... na imagem da esquerda, brincando com as perspectivas, reparei que caso conseguisse capturar o momento certo, a onda corresponderia à simetria circular das árvores em minhas costas, e a imagem se pareceria muito com um olho. Já para a foto da direita, busquei realizar uma abstração com o horizonte separando o céu e o mar, e optei pelo corte vertical para deixar a imagem visualmente mais impactante e mais esquisita ao nosso olhar.


Sobre a minha última saída fotográfica na viagem, que irei compartilhar, uma grata surpresa me aconteceu.


Neste dia havia planejado fazer o Pôr do Sol em uma prainha próxima a Maresias que é acessada por uma trilha leve. Já havia visitado o mesmo local no ano anterior, e feito duas imagens de que gosto bastante.
























Contudo cheguei à praia dessa vez, e devido ao horário, (16:30h) havia mais pessoas do que eu estava esperando. Até tentei encontrar algumas composições, mas haviam pessoas chegando ao local de caiaque, stand up paddle, e mais pessoas na areia. Desisti da câmera e fui para as pedras subir o drone. Reparei que de ponta a ponta da praia havia uma fita estendida a uns 15 metros de altura, presa nas árvores acima. Achei esquisito, mas segui voando o drone.


De repente um rapaz começa a caminhar sobre a fita acima de mim, e finalmente entendi do que se tratava. Um esporte chamado Highline, uma modalidade do Slackline, praticada em alturas maiores. Prontamente levei o drone em sua direção, quando ele percebeu o objeto deu um sorriso e continuo se equilibrando. Foi o tipo de coisa que não se planeja, e quando acontece é uma alegria enorme. Pude fazer takes incríveis do esporte, aproveitando a silhueta do rapaz que se destacava no contra-luz.


Depois de quase esgotar a bateria do drone, o pousei e o sobrinho e a esposa do rapaz vieram conversar comigo, acabamos tendo uma troca de histórias bem legais, e um pôr do sol que eu acreditei que seria um fracasso, se tornou uma memória muito gostosa da viagem. Ainda deu tempo de fazer umas fotos com a câmera.


Como o sol já estava bem baixo, pude acrescentá-lo em minha composição. Optei por uma abertura do diafragma bem fechada para deixá-lo com o formato de uma estrela.




Enfim, uma foto inesperada que guarda um momento bem legal da viagem.

E assim se encerram as memórias de minhas saídas fotográficas durante essa estadia no Litoral Norte. O resto foram dias muito bem aproveitados em família e se tudo der certo... Em 2026 retornaremos a essa região que carrega tantos momentos de nossas vidas.










 
 
 

Comentários


  • Instagram
bottom of page