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Diário do Litoral Norte - Parte 1

  • thiagopontoglio9
  • 12 de jan.
  • 4 min de leitura

Ahh o Litoral Norte de São Paulo... A mais de dez anos tenho o prazer de viajar para a região e explorar suas paisagens. E mesmo depois de tanto tempo, ainda há muito a descobrir.


Ainda me lembro da primeira viagem em família que fizemos para Maresias em 2014. Na verdade acho que essa primeira vez nós nunca vamos esquecer, pois pegamos uma chuva tão forte que alagou a cidade inteira e perdemos nosso carro na enchente. Mesmo assim, a Serra do Mar nos marcou tão profundamente que as inúmeras viagens seguintes foram para o mesmo lugar.


E quando a fotografia entrou em minha vida de forma mais séria, este foi um lugar que fotografei exaustivamente, e de forma ainda mais prolífera nos últimos 2 anos.

Para ser sincero, ano passado a viagem foi um pouco frustrante, pegamos muita chuva e nos dias que fui para a praia no nascer do sol, a luz simplesmente não veio. Mas em dezembro de 2025... os dias foram incríveis e agora conto sobre minhas memórias.


Primeiro é preciso descrever, com a voz do fotógrafo, sobre a pressão interna que eu me submeto para voltar para casa com boas imagens. E é interessante olhar as fotos antigas e perceber a curva de aprendizado pela qual o meu olhar vem passando. Também, após chegar em casa, reflito com severidade sobre todos os momentos que falhei, e o que preciso melhorar para o próximo ano.


Bom... 18/12/25, saí sozinho de Ribeirão Preto SP por volta das 08h00 com destino à tão querida Maresias. A viagem foi excelente, e depois de almoçar um delicioso pão com linguiça na Lanchonete Ranchinho em Paraibuna (parada obrigatória no meu roteiro), por volta das 13h cheguei no meu primeiro objetivo fotográfico, a praia Pontal da Cruz, próxima a São Sebastião.


Uma das minhas grandes referências na fotografia nacional, é o Alexandre Rodrigues, fotógrafo que tem uma longa história com o Litoral Norte, e transmite muito conhecimento em seu canal de Youtube. Em um de seus vídeos ele visita essa pequena praia e faz lindas fotos, portanto durante a viagem parei no mesmo local para tentar reproduzir uma de suas imagens.


Não posso ter o mérito da composição da foto, porém foi um exercício de reprodução muito interessante, principalmente para poder entender um pouco mais sobre como funciona o olhar de um profissional, e refletir sobre o que eu faria igual e o que faria diferente (reconhecendo minha limitação em relação a ele).





Fiquei contente com a reprodução. Apesar da hora ser totalmente inadequada para fotografar, o preto e branco funcionou. Infelizmente não pude aproveitar tanto o local, pois estava com pouca bateria na câmera, e logo começou a chuviscar.


Nesse exercício pude sentir a limitação do sensor APS-C de minha câmera em relação aos sensores Full Frame. A diferença é que os sensores APS-C têm um fator de recorte de 1,6x no tamanho da imagem, ou seja, quando utilizo os mesmos 19 mm que o Alexandre usou em sua Full Frame, minha imagem na verdade possui 30 mm, ficando mais "cropada" e perdendo um pouco o efeito de amplitude de uma grande angular.


Interessante observar que conforme evoluímos, vamos automaticamente exigindo mais de nosso equipamento, e nessas duas últimas viagens para a região isso tem se tornado cada vez mais uma necessidade para um próximo passo em minha fotografia, principalmente pensando em um sensor Full Frame, e que tenha mais qualidade com Iso's altos, além de maior robustez física, para aguentar as intempéries climáticas como chuva, frio...


Enfim, cheguei no meu destino por volta das 17h e ainda deu tempo de curtir um pôr do sol em família na praia de Maresias.


Dos 7 dias que fiquei por lá, saí para fotografar algumas vezes, pois um dos objetivos da viagem também foi poder me desconectar e descansar a mente.


No dia seguinte, por volta das 16h comecei minha caminhada em direção a um dos cantos da praia, onde há mais possibilidades de composições para fotografar no fim da tarde. Finalmente pude testar de fato os meus novos filtros ND magnéticos da KeF concept, e fiquei impressionado com a praticidade que eles oferecem na hora das trocas de filtros.


Aqui o objetivo foi trabalhar longas exposições em conjunto com o movimento do mar. Seguem as melhores fotos da sessão.







Utilizei a Regra dos Terços para compor as duas imagens, sendo que a primeira foi feita com 0,4 segundos de exposição e a segunda com 30 segundos, causando esse efeito de suavidade na água do mar.

A próxima foto que irei compartilhar, apesar de não ter uma composição espetacular, é interessante pelo seu tempo de exposição. Foram 546 segundos capturando luz... aproximadamente 9 minutos! A primeira vez que fiz uma foto tão longa, e para ela eu utilizei os filtros ND 1000 + ND 8, que me garantiram a compensação de 8 pontos de luz no fotômetro.






Esses foram os resultados que eu considerei mais interessante dessa primeira saída fotográfica da viagem. Os dias seguintes foram cheios de histórias, com direito ao nascer do sol mais bonito que já presenciei. Essa e outras memórias serão compartilhadas no próximo texto.



 
 
 

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